Gestação
Preparo do assoalho pélvico para o parto, manejo de dor lombar e pélvica, orientação sobre o que muda a cada trimestre e sobre o que é seguro continuar fazendo.
Tratamentos
A fisioterapia pélvica trata disfunções da musculatura do assoalho pélvico: perda de urina, urgência para urinar, dor pélvica, dor na relação, prolapso, diástase abdominal, alterações intestinais e reabilitação após cirurgia de próstata. Sintomas parecidos vêm de causas diferentes, e é a avaliação que define a conduta.
Triagem por sintoma
Use a tabela para localizar a sua queixa. A coluna do meio traz o quadro mais frequentemente associado a ela. Não é diagnóstico, é ponto de partida. A confirmação depende do exame.
| Se você sente | Costuma estar associado a | O que a avaliação investiga |
|---|---|---|
| Perco urina quando tusso, espirro, rio ou pego peso | Incontinência urinária de esforço | Força e coordenação do assoalho pélvico, e como ele responde ao aumento de pressão abdominal |
| Preciso ir ao banheiro o tempo todo, ou não consigo segurar | Bexiga hiperativa / incontinência de urgência | Diário miccional, hábitos de ingestão e treinamento vesical, além da musculatura |
| Sinto peso ou uma bola na vagina, pior no fim do dia | Prolapso de órgãos pélvicos | Grau do prolapso, sustentação da musculatura e ajuste de esforços do dia a dia |
| Sinto dor na relação ou não consigo penetração | Dispareunia ou vaginismo | Tônus da musculatura, pontos de dor e resposta ao toque. Aqui fortalecer costuma piorar |
| Tenho dor pélvica que não passa, com ou sem endometriose | Dor pélvica crônica | Musculatura, padrão respiratório, postura e fatores que mantêm a dor |
| Depois do parto sinto a barriga separada no meio | Diástase abdominal | Distância e tensão entre os retos abdominais, e como a parede responde ao esforço |
| Tenho dor ou dificuldade para evacuar, ou perco gases | Disfunção anorretal | Coordenação do esfíncter, postura evacuatória e hábito intestinal |
Esta tabela é orientativa e serve para você chegar à consulta com vocabulário, não para se autodiagnosticar. Quadros diferentes produzem sintomas idênticos, e é por isso que a avaliação existe.
Por fase da vida
Preparo do assoalho pélvico para o parto, manejo de dor lombar e pélvica, orientação sobre o que muda a cada trimestre e sobre o que é seguro continuar fazendo.
Cicatriz de episiotomia, laceração ou cesárea, diástase, retorno ao exercício e à vida sexual. Vale tanto para o parto recente quanto para quem teve filho há anos.
Mudanças na continência, ressecamento e desconforto na relação. Sintomas comuns nessa fase têm avaliação e conduta próprias.
Perguntas frequentes
Pela avaliação. Sintomas parecidos vêm de causas diferentes: perder urina ao tossir e perder urina por urgência têm tratamentos distintos, e músculo tenso demais pede o oposto de músculo fraco. Não é preciso chegar com diagnóstico pronto: descobrir qual é o seu caso é justamente o trabalho da primeira consulta.
Sim, em alguns casos pode. Quando o assoalho pélvico está tenso demais, contrair mais esses músculos tende a aumentar dor, dificuldade para urinar ou evacuar e dor na relação. Por isso nem todo problema pélvico se resolve com fortalecimento. Às vezes o tratamento é justamente aprender a relaxar a musculatura.
Sim. O consultório é dedicado à saúde pélvica da mulher: incontinência urinária, dor pélvica, dor na relação, prolapso, gestação, pós-parto e menopausa. Homens também têm assoalho pélvico e podem se beneficiar da fisioterapia pélvica, mas esse não é o público atendido aqui. Nesse caso, procure um profissional especializado em reabilitação pélvica masculina.
Próximo passo
Na avaliação a gente entende o que está acontecendo e monta o plano junto. Se preferir, mande mensagem antes para tirar dúvidas.