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Ana LuFisioterapia Pélvica

Tratamentos

O que a fisioterapia pélvica trata

A fisioterapia pélvica trata disfunções da musculatura do assoalho pélvico: perda de urina, urgência para urinar, dor pélvica, dor na relação, prolapso, diástase abdominal, alterações intestinais e reabilitação após cirurgia de próstata. Sintomas parecidos vêm de causas diferentes, e é a avaliação que define a conduta.

Triagem por sintoma

Qual é o seu sintoma e o que ele costuma indicar?

Use a tabela para localizar a sua queixa. A coluna do meio traz o quadro mais frequentemente associado a ela. Não é diagnóstico, é ponto de partida. A confirmação depende do exame.

Sintomas comuns, quadros geralmente associados e o que a avaliação investiga em cada caso
Se você senteCostuma estar associado aO que a avaliação investiga
Perco urina quando tusso, espirro, rio ou pego pesoIncontinência urinária de esforçoForça e coordenação do assoalho pélvico, e como ele responde ao aumento de pressão abdominal
Preciso ir ao banheiro o tempo todo, ou não consigo segurarBexiga hiperativa / incontinência de urgênciaDiário miccional, hábitos de ingestão e treinamento vesical, além da musculatura
Sinto peso ou uma bola na vagina, pior no fim do diaProlapso de órgãos pélvicosGrau do prolapso, sustentação da musculatura e ajuste de esforços do dia a dia
Sinto dor na relação ou não consigo penetraçãoDispareunia ou vaginismoTônus da musculatura, pontos de dor e resposta ao toque. Aqui fortalecer costuma piorar
Tenho dor pélvica que não passa, com ou sem endometrioseDor pélvica crônicaMusculatura, padrão respiratório, postura e fatores que mantêm a dor
Depois do parto sinto a barriga separada no meioDiástase abdominalDistância e tensão entre os retos abdominais, e como a parede responde ao esforço
Tenho dor ou dificuldade para evacuar, ou perco gasesDisfunção anorretalCoordenação do esfíncter, postura evacuatória e hábito intestinal

Esta tabela é orientativa e serve para você chegar à consulta com vocabulário, não para se autodiagnosticar. Quadros diferentes produzem sintomas idênticos, e é por isso que a avaliação existe.

Por fase da vida

Em que momentos a fisioterapia pélvica costuma entrar?

Gestação

Preparo do assoalho pélvico para o parto, manejo de dor lombar e pélvica, orientação sobre o que muda a cada trimestre e sobre o que é seguro continuar fazendo.

Pós-parto

Cicatriz de episiotomia, laceração ou cesárea, diástase, retorno ao exercício e à vida sexual. Vale tanto para o parto recente quanto para quem teve filho há anos.

Menopausa

Mudanças na continência, ressecamento e desconforto na relação. Sintomas comuns nessa fase têm avaliação e conduta próprias.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre por onde começar

Não sei qual é o meu caso. Por onde começo?

Pela avaliação. Sintomas parecidos vêm de causas diferentes: perder urina ao tossir e perder urina por urgência têm tratamentos distintos, e músculo tenso demais pede o oposto de músculo fraco. Não é preciso chegar com diagnóstico pronto: descobrir qual é o seu caso é justamente o trabalho da primeira consulta.

Fazer Kegel por conta própria pode piorar?

Sim, em alguns casos pode. Quando o assoalho pélvico está tenso demais, contrair mais esses músculos tende a aumentar dor, dificuldade para urinar ou evacuar e dor na relação. Por isso nem todo problema pélvico se resolve com fortalecimento. Às vezes o tratamento é justamente aprender a relaxar a musculatura.

O atendimento é só para mulheres?

Sim. O consultório é dedicado à saúde pélvica da mulher: incontinência urinária, dor pélvica, dor na relação, prolapso, gestação, pós-parto e menopausa. Homens também têm assoalho pélvico e podem se beneficiar da fisioterapia pélvica, mas esse não é o público atendido aqui. Nesse caso, procure um profissional especializado em reabilitação pélvica masculina.

Ver como é a primeira consulta, passo a passo

Próximo passo

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Na avaliação a gente entende o que está acontecendo e monta o plano junto. Se preferir, mande mensagem antes para tirar dúvidas.